Algo estranho a passar-se nos EUA

Lembram-se desta imagem, que referi em EUA, terra de oligopólios? É de um estudo de Phillippon, Dottling e Gutierrez, que tenta tomar o pulso à evolução da concorrência na economia americana. O panorama não é dos melhores.

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O Índice de Herfindahls e a quota de mercado das maiores companhias, claro, não são métricas directas do grau de concorrência. São apenas medidas da relevância das grandes empresas – algo que se presume influenciar o poder de mercado de cada player e, portanto, condicionar a concorrência. Mas medir directamente a concorrência é coisa que não é fácil fazer.

Bom, sucede que  entretanto surgiu um estudo muito interessante que espreita para dentro da estrutura de custos das empresas americanas para, na medida do possível, comparar custos marginais com preços de venda. A ideia é depurar uma métrica aceitável da concorrência entre empresas nos EUA, tão fiel quanto possível à definição utilizada em microeconomia 1.01: mark-ups tão pequenos quanto possíveis.

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O que os empresários dizem

O Global Competitiveness Report 2016/2017 já saiu, e como é habitual gerou-se algum zum-zum acerca do que o documento diz ou não diz (nota para iniciantes: a posição relativa de Portugal piorou em 2016. Por isso conseguem imaginar a natureza do zum-zum).

Eu não queria discutir as principais conclusões do relatório. Mas quero deixar uma nota acerca deste tipo de documentos e lançar um pequeno alerta relativamente ao que se pode extrair dali. Vou pegar num exemplo catchy para ser polémico, chamar leitores e inverter a inexorável tendência de diminuição do meu número de leitores; mas acreditem quando vos digo que o que escrevo vale para uma boa parte daquilo que se lê naquelas páginas.

Adiante, então. Uma das partes mais citadas do relatório é a que mostra os principais entraves a negócios. Em Portugal, são os seguintes:

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