Those we don’t speak of

“I have only eight seconds left to talk about capital controls. But that’s OK. I don’t need more time than that to tell you: they don’t work, I wouldn’t use them, I wouldn’t recommend them…”

Agustin Carstens, Governador do Banco do México.

A citação de Carstens (retirada daqui), é uma boa súmula da visão convencional acerca de controlos de capitais. Ou pelo menos era até 2012, quando o FMI revisitou a questão e veio a público dizer que a gestão de fluxos financeiros devia, em certas circunstâncias, manter-se como uma opção aberta no toolkit dos decisores políticos (vejam a Institutional View on Capital Controls).

Mas por que é que a visão defendida por Carstens se enraizou de forma tão profunda na cabeça dos policymakers? Há razões económicas que justifiquem a desconfiança profunda com que os controlos de capitais são encarados? Ou está-nos a escapar alguma coisa?

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Ciência comportamental e políticas públicas

Uma mind note para quem tem curiosidade sobre o assunto: no The Irish Economy, Liam Delaney publicou uma óptima compilação de estudos, papers e livros acerca do novo e vibrante campo das ciências comportamentais. O ‘chapéu’ abarca temas tão diversos como as finanças comportamentais, a ‘economia da felicidade’, neuroeconomia, psicologia e muitos outros ramos que têm em comum o estudo dos processos de escolha do ser humano através de métodos empíricos (por oposição às teorias da preferência revelada). A maioria das ligações não se limita a expor investigação, explorando também as suas implicações para várias políticas públicas.