Ir além da Troika?

Isto pode ser estranho para muita gente, mas posso garantir que, salvo algum erro de excel, os números estão correctos.

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Os quadros foram construídos com base na primeira versão do PAEF (segunda coluna) e com base nos valores executados (execução confirmada pelo INE para 2010 e 2011 e execução prevista para 2014 no Relatório do Orçamento do Estado de 2015). Um alerta: não é possível comparar a despesa em níveis, porque a implementação do SEC2010 provoca uma ruptura de série – para 2014, por exemplo, só há valores em SEC2010. Mas este é um problema que se ultrapassa facilmente olhando para as variações da despesa, que à partida são (menos) afectadas por este problema.

Por que é que isto parece estranho, e choca com a percepção comum de que o corte de despesa ficou aquém do esperado? A resposta é simples. Entretanto, a caixa de comentários está aberta.

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5 comments on “Ir além da Troika?

  1. Carlos Duarte diz:

    O grosso do corte não foi no investimento e/ou temporário (caso dos salários dos funcionários públicos)?

    Já agora, em % do PIB as reduções foram de quanto?

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  2. jvgama diz:

    Os cortes podem ter sido superiores à previsão, mas como os multiplicadores foram mal estimados a redução do défice foi inferior à previsão, e portanto passou nalguns meios a ideia de que existiu insuficiência nos cortes da despesa, quando confrontados com os objectivos previstos para o défice.

    Se é que não estou a perceber mal o filme.

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  3. Será que o aumento da receita ficou, esse sim, aquém do esperado, dando a ideia que as coisas não estariam a correr como previsto?

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  4. jvgama diz:

    Quando me referi a multiplicadores mal estimados estava também a falar em receita abaixo do previsto 🙂

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  5. O João tem razão. A chave está na revisão em baixa do crescimento, que acarretou um nível de receita concomitantemente mais reduzido. A ideia de que não se cortou despesa resulta em boa medida do facto de os ‘buracos’ detectados entretanto, e que derivam do ‘desvio no crescimento’ não terem sido tapados com cortes adicionais de despesa.

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