Emprego: comparações alternativas

O Inquérito ao Emprego do segundo trimestre, divulgado ontem pelo INE, confirmou os resultados globais dos números mensais – ou, pelo menos, dos números mensais revistos, (já que os valores preliminares não pareciam grande coisa). O número de desempregados caiu, o número de empregos aumentou, e a taxa de desemprego recuou. Tudo normal, tudo esperado e tudo boas notícias.

O passo seguinte é perceber quão boas são as notícias, porque convém ter uma ideia da magnitude da criação de emprego. E porque, enfim, bem lá no fundo todos gostamos de ler aquelas notícias a comparar o número de empregos que cada Governo criou num certo período de tempo. Por exemplo, o Carlos Guimarães Pinto faz aqui uma comparação do volume de criação de emprego, concluindo que “se os números do emprego do 2º trimestre são indicadores de alguma coisa é de que a economia está a desacelerar e de que está a ser perdida capacidade de criar emprego”.

O tipo de comparação faz sentido, mas acho que é mesmo preciso levar em linha de conta o factor ‘programas ocupacionais’. As oscilações do número de pessoas ocupadas foram tão grande ao longo dos últimos anos que afectam decisivamente os números do emprego, independentemente dos períodos e termos de comparação. É por isso que nos últimos tentei, sempre que possível, limpar este factor da análise do emprego. Este não é um factor menor.

Continuar a ler