EUA, terra dos oligopólios?

Só esta semana é que tive tempo de fazer o catching-up de leituras em espera e de pôr em dia algumas coisas que foram ficando para trás. Depois de ler o excelente Does Productivity Growth threaten employment, de David Autor e Anna Salomons, agora arranjei um tempinho para passar os olhos pelo não menos interessante Is there an investment gap in advanced economies? If so, why? (de Thomas Phillippon, Robin Dottling e German Gutierrez), que também foi apresentado no Fórum de Sintra.

O ponto de partida do estudo é a debilidade do Investimento nas economias desenvolvidas ao longo dos últimos anos. Apesar destas economias estarem em processo de recuperação (e nalguns casos praticamente concluído, como parece ser a situação americana), não há maneira de a Formação Bruta de Capital Fixo arrancar. O PIB cresce, mas as empresas não investem. Porquê?

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As duas histórias do Investimento

Olhem fixamente para a imagem de baixo. O que vêem?

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O gráfico sumariza bem a anemia do Investimento em Portugal. No ano de 2000, a Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) cai a pique e passa a caminhar lado a lado com o Produto Interno Bruto (PIB). Em 2008 e 2011/2013, mais duas quedas vertiginosas. O resultado é a evolução trágica do peso do Investimento no PIB, que em 15 anos recuou de 0,28 para 0.15 (uma longa agonia de que falei no Económico da semana passada).

Aquilo de que não me dei conta na altura – o que é um pouco embaraçoso, porque de certeza que o Banco de Portugal já abordou esta questão nalgum dos seus boletins trimestrais – é que neste filme há duas histórias a correr em simultâneo. E o enredo que as anima parece ser bastante diferente.

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