Sintam o crédito a crescer

Ou talvez não. Bom, pelo menos o Banco de Portugal não parece muito preocupado. Entre outras questões, devidamente explicadas a partir da página 22 do último Boletim Económico, porque o crédito não está a crescer como se diz. É tudo um simples – mas enorme – efeito base. Onde é que já ouvimos isto antes?

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Para além disto, o Boletim da semana passada tem, entre outras coisas que já foram devidamente esmiuçados nos media, dois elementos para os quais chamo a atenção. Primeiro, uma análise da evolução demográfica de Portugal, com uma interessante cenarização das próximas décadas. Um alerta prévio: o BdP também não parece estar a levar a sério a tese de que nos últimos anos saíram de Portugal 500 mil pessoas. O número mais correcto parece ser cerca de um quinto desse valor (novamente, onde é que já ouvimos isso antes?).

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Finalmente, o boletim traz uma excelente discussão do bicudo problema da medição dos saldos estruturais (página 89). E uma coisa de que eu andava à procura há imenso tempo: uma compilação detalhada de todas as medidas temporárias e extraordinárias para o período 2002-2014, já com base no SEC2010.

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One comment on “Sintam o crédito a crescer

  1. Joao diz:

    Não é que seja o maior entendido nestas matérias, mas creio que, aos poucos, a confiança (leia-se dos mercados) está a regressar a Portugal, mas, tal como indica noutro artigo, eu próprio não sou muito dado a futurologias.

    Digo-o porque, segundo o estudo Competitors “Crédito ao Consumo em Portugal”, publicado há alguns meses pela Informa D&B, este ano prevê-se um aumento de cerca de 15% de crédito concedido, tanto aos consumidores como a instituições financeiras. Os dados mais detalhados podem ser encontrados neste artigo http://www.comparaja.pt/blog/o-que-deve-saber-sobre-o-aumento-do-credito-ao-consumo-em-2015.

    Portanto, tendo em conta o pequeno (mas, porém, existente) crescimento económico do último ano e meio, esta aparente recuperação da economia perimte antever um aumento da procura do crédito a curto e médio prazo, sendo uma consequência a reanimação da atividade de muitas instituições que têm fechado a torneira nos últimos anos.

    Apenas para finalizar, o estudo mostrou que a maioria das instituições de crédito a operar em Portugal ganharam dimensão e liquidez, não só devido a intervenções por parte do Estado, mas a operações de fusão e integração de empresas e a cessação de atividade de outros operadores nos últimos anos.

    Com as recentes diretivas da UE e a atual conjuntura política em Portugal, será que este “crescimento” continuará? Cá estaremos para ver.

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