Multiplicadores: quase 200 estudos depois

Em 2008, havia 56 papers sobre política orçamental. A polémica dos multiplicadores fez esse número disparar para 149 apenas cinco anos depois. Sebastian Gechert e Ansgar Rannenberg juntaram todos os estudos, compararam resultados e fizeram a maior meta-análise sobre o assunto para perceber, ao certo, o que sabemos sobre multiplicadores: Are fiscal multipliers regime-dependent? A meta regression analysis.

O estudo (ainda em versão working-paper) confirma que os multiplicadores dependem do estado da economia (altos em recessões, limitados durante as expansões); que podem em-circunstâncias-não-tão-raras-quanto-isso ser superiores a um; e mais uma série de coisas importantes bem explicadas nas conclusões.

During average economic situations and booms, multipliers are not only lower than in downturns but also tend to vary less across fiscal impulses (…) However, the magnitude of the multiplier increase during downturns varies strongly across instruments. While the public investment multiplier exceeds all others during average economic circumstances, during recessions it increases only moderately to a level similar to the public consumption multiplier. The effect of transfer changes is transformed much more dramatically in the lower regime, turning it from the second least effective expenditure type stimulus into the most effective one, followed by changes to military spending. Part of the strong increase of the transfer multiplier might be explained by an increase in the share of liquidity or credit-constrained private households, whose consumption equals their disposable. By contrast, the estimated tax multipliers are rather small in all regimes and appear to be almost unaffected by the economic situation.

Xy

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2 comments on “Multiplicadores: quase 200 estudos depois

  1. Carlos Duarte diz:

    Para não economistas e a ver se eu percebi:

    – Durante expansões, gastar o menos possível, apertar o cinto.

    – Durante períodos “normais”, gastar o menos possível mas manter o investimento público (excepto gastos militares, onde é continuar a conter).

    – Durante períodos recessivos, NÃO cortar o consumo público, manter o investimento e aumentar gastos militares e trasnferências.

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  2. PG diz:

    E também, se bem percebi (não sendo economista), que não vale a pena cortar nos impostos pq é ineficaz – o que possivelmente significa que se for mesmo necessário controlar o deficit aumentar os impostos será a forma menos danosa.

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