Três anos e meio de consolidação (mais o um e meio que ainda falta)

ABC

As contas são difíceis de fazer, porque os vários documentos muitas vezes não apresentam exactamente os mesmos valores, há diferenças na forma como algumas medidas são contabilizadas e é preciso cuidado a distinguir o que é anunciado daquilo que é efectivamente executado. Eu privilegiei sempre os dados finais da Troika, que são os mais fiáveis, e utilizei os Orçamentos e DEO para complementar os gaps de informação. No final, imputações (e algum judgement) são inevitáveis.

(Os valores de 2014 e 2015 são apenas previsões, devidamente assinaladas pelas cores translúcidas. As medidas revertidas são a devolução dos subsídios à função pública e pensionistas, em 2013, e o fim da CES e devolução de 20% do corte salarial aos trabalhadores do sector público).

 

 

Anúncios

3 comments on “Três anos e meio de consolidação (mais o um e meio que ainda falta)

  1. Carlos Duarte diz:

    Caro Pedro Romano,

    Acho importante destrinçar os cortes de despesa. A metodologia é variável mas convinha distinguir entre corte de despesa com pessoal (vulgo despedimentos e cortes na função pública), com prestações sociais (nomeadamente reformas) e despesas com aquisição de equipamentos e serviços externos.

    Esta distinção é importante porque, até certo ponto, o verdadeiro corte com despesas apenas ocorrer na aquisição de equipamentos e serviços externos. Pode-se igualmente admitir como corte de despesa a diferença entre despedimentos e contratações no funcionarismo público. Quanto aos outros, é um bocado ilusório:

    – O corte nos salários é, por definição e imposição do TC, temporário. Salvo o Governo conseguir acordar com os sindicatos uma redução permanente (por mudança das tabelas remuneratórias), não devem contar (é mais uma “pausa na despesa” que um corte)

    – No que diz respeito às reformas, o CES conta como corte ou imposto? Porque É um imposto: o dinheiro das reformas não é pertença do Estado, é dos pensionistas (as reformas deviam ser consideradas análogas aos juros a pagar aos investidores em dívida pública).

    Gostar

  2. Acácio Pinheiro diz:

    Pedro
    Boa Tarde
    O que comsiderou one-off?
    Cpts

    Gostar

  3. As medidas one-off são tudo aquilo que cai na definição de “medidas temporárias” ou “factores especiais” do Banco de Portugal: factores irrepetíveis como compra de submarinos, assunção de passivos da Madeira, transferência de fundos de pensões, etc.

    A questão da CES é problemática, de facto. Eu segui a prática de a tratar como corte de despesa, mas é óbvio que isto é mera convenção.

    Gostar

Deixe uma Resposta

Preencha os seus detalhes abaixo ou clique num ícone para iniciar sessão:

Logótipo da WordPress.com

Está a comentar usando a sua conta WordPress.com Terminar Sessão / Alterar )

Imagem do Twitter

Está a comentar usando a sua conta Twitter Terminar Sessão / Alterar )

Facebook photo

Está a comentar usando a sua conta Facebook Terminar Sessão / Alterar )

Google+ photo

Está a comentar usando a sua conta Google+ Terminar Sessão / Alterar )

Connecting to %s