Austeridade, crescimento e o caso do Reino Unido

Desde 2012 que este blogue dedicou muito espaço à questão dos multiplicadores e às implicações que a revisão desses mesmo multiplicadores têm para a velocidade da consolidação orçamental (1, 2, 3, 4, 5, 6, 7). Desde então, a economia começou a recuperar e perdi algum tempo a tentar explicar por que é que a retoma não punha em casa nada do que tinha vindo a ser argumentado pelos defensores dos ‘multiplicadores altos’ (1, 2, 3).

Entretanto, descobri um excelente post de John Portes que versa sobre o mesmo tema, com mais rigor e elegância: Fiscal policy, plan A and the recovery: explaining the economics. O texto debruça-se sobre importantes questões como: a recuperação invalida a tese dos multiplicadores elevados? A recuperação justifica a estratégia orçamental dos Governos que optaram por dar prioridade ao controlo do défice? E o que é que tudo isto significa para o perfil da retoma nos próximos tempos? Como bónus, uma análise ao caso do Reino Unido.

 

Sem Título

This shows the OBR’s estimate of the impacts of fiscal consolidation on the level of GDP.  The OBR thinks consolidation reduced GDP by about 1.5%, with almost all that impact feeding through by 2012. Now, of course, Krugman and others argued all along that the multipliers were in fact larger, and hence the impact more negative. Well, suppose we were right, and – for the sake of argument – the multipliers were in fact twice as big.   In that case, the negative impact on GDP would have been about 3%. But again, almost all that impact would have been seen by 2012 – all you would do to the OBR’s chart is double the size of the bars. What would bigger multipliers imply for growth now? Well, in fact, the chart suggests that the OBR thinks fiscal consolidation is now having a (very small) positive impact on growth. So if the multipliers are in fact bigger than the OBR thinks, that small positive impact would be larger. As Simon Wren Lewis put it

In the textbook case austerity implies a deeper recession but then a subsequent recovery that is stronger as a result. So in that case rapid growth provides evidence in favour of the ‘fiscalist’ case, not against it.

So the Chancellor is flat wrong, at least if you think the OBR is reasonably close to being correct about the timing of the impacts of consolidation. That doesn’t mean, in this particular case, that larger fiscal multipliers can explain the current recovery – it just means that those who argue that the recovery supports the view that multipliers are small simply don’t understand the basic economic concepts here.

 

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